Tem-se ouvido muito sobre esse assunto, mas afinal, o que significa Janeiro Branco?
Em 2014 um grupo de psicólogos se reuniu para dar início a Campanha Janeiro Branco, com objetivo de sensibilizar a população em relação aos cuidados com a saúde mental.
Por que Janeiro?
Janeiro é início de ano, início de um novo ciclo, momento em que as pessoas fazem planos, traçam metas.
Por que Branco?
Porque numa folha em branco você pode colocar qualquer outra cor, é como se virássemos a página e começássemos uma outra folha em branco, reescrevendo nossa história.
Da mesma forma que vamos ao médico, cuidamos do nosso corpo, devemos aprender a cuidar das nossas emoções.
Como diz o slogan da campanha: "Quem cuida da mente, cuida da vida!"
Cuide-se, procure ajuda profissional.
Psicóloga Valéria Valente
CRP 06/57727
Atendimento Presencial e Online.
(15) 99116-4962.
Psicologia, Equilíbrio Emocional, Relacionamento abusivo, Ciúmes, Ansiedade, Insegurança...
segunda-feira, 6 de janeiro de 2020
segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
quinta-feira, 26 de dezembro de 2019
sábado, 30 de novembro de 2019
Descontrole emocional
Você já ouviu falar em descontrole emocional?
Descontrole emocional ou desequilíbrio emocional, é quando ocorre alteração de humor, e uma pessoa sai facilmente do controle mesmo em situações corriqueiras.
As emoções estão presentes em todas as situações da vida e, quando elas estão em desarmonia, podem fazer com que o indivíduo se porte de maneira inadequada.
O desequilíbrio emocional pode causar diversos problemas físicos, tais como: fortes dores musculares, dores de cabeça, gastrite, estresse e até mesmo depressão.
Infelizmente, cada vez mais, as pessoas perdem a paciência e agem agressivamente, principalmente devido a fatores relacionados ao estresse, problemas emocionais e à rotina agitada que levamos.
Alguns dos sintomas de desequilíbrio emocional são:
- problemas para se concentrar
- irritabilidade
- descontrole
- insônia
É essencial manter o controle em situações difíceis, para cultivar relações saudáveis.
Fique atento, o descontrole emocional é um alerta de que algo está errado com o seu lado psicológico e emocional. Acessos de raiva e de explosão, são características de pessoas que estão desgastadas emocionalmente e sob muita pressão. Intolerância, impaciência e agressividade também caracterizam esse descontrole.
Para evitar o descontrole emocional, procure identificar quais são os gatilhos que desencadeiam esse processo.
Atividade física pode ajudar a diminuir o estresse e o descontrole.
Busque ajuda para controlar suas emoções, seus impulsos e pensamentos negativos.
Psicóloga
Valéria Valente
CRP 06/57727
quinta-feira, 25 de abril de 2019
Auto-sabotagem
Conhecendo auto-sabotagem
Auto-sabotagem é a tendência que temos de repetir atitudes destrutivas, é quando criamos vários obstáculos de maneira consciente ou inconsciente, que nos atrapalham. Muitas pessoas conquistam sucesso, um bom emprego, um relacionamento feliz, a compra do novo carro, mas no momento de usufruir fazem de tudo para dar errado, se auto-sabotam pelo medo de ser feliz. Pode se manifestar em vários aspectos da vida, ou seja, as vezes pessoas se sabotam no trabalho, ou num relacionamento, ou nos estudos, e em várias outras situações do dia a dia.
A procrastinação (deixar para depois) é um sinal de auto-sabotagem, que pode parecer apenas preguiça, mas vai além disso, pode ser um medo de falhar, ou cometer um erro.
Auto Sabotagem provoca prejuízo, mas nem sempre a pessoa se dá conta do que está fazendo contra ela mesma.
Na auto sabotagem a pessoa não se sente merecedora de algo melhor, muitas crenças negativas podem controlar o comportamento da pessoa, sem que esta perceba. Olhar para o que está acontecendo de errado, e está se repetindo, é o primeiro passo para a busca de uma mudança.
- Você já se sentiu assim? Ou conhece alguém com esse padrão de comportamento?
- O que você ganha agindo assim?
Fica aí uma reflexão!
Psicóloga Valéria Valente
CRP 06/57727
Atendimento presencial e online
(15) 99116-4962
quarta-feira, 24 de abril de 2019
Sobre as decisões!
Esta é uma frase bastante profunda, que nos faz refletir muito!
Quantas vezes em nosso dia a dia temos que tomar decisões? Inúmeras vezes, não é mesmo? E todas elas trazem consigo várias consequências, sejam boas ou ruins.
Nossas escolhas nem sempre são as mais corretas, e isso nos deixa inseguros (as).
E quando deixamos que a indecisão tome conta? Quando não conseguimos fazer escolhas, pois sempre que decidimos trilhar um caminho, estamos abrindo mão de vários outros. Quando fazemos uma escolha, abrimos mão de outras possibilidades e oportunidades, e isso gera angústia e faz com que surja a indecisão. Porém, junto com a indecisão vem as consequências, pois ficamos adiando algo que precisa ser resolvido ou realizado, talvez por medo, insegurança, ou não ter clareza do que se quer, gerando mais angústia e ansiedade.
Não permita que sua vida tenha consequências baseadas em suas indecisões, busque ajuda profissional, busque por Psicoterapia.
Forte abraço!
Psicóloga Valéria Valente
CRP 06/57727
Atendimento Presencial e Online
(15)991164962
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
ATENDIMENTO ONLINE
Hoje em dia com toda a demanda que existe, e com o avanço da internet, muitos psicólogos estão aderindo aos atendimentos online.
É regulamentado pelo CFP/CRP, sendo o psicólogo cadastrado.
Resolvi falar sobre esse assunto porque muitas pessoas perguntam e até se espantam com atendimentos psicológicos online, pois digo, é tudo dentro da ética.
Funciona como um atendimento presencial, porém o paciente continua no conforto da sua casa, podendo até marcar um horário que seria inviável estar indo para um atendimento presencial, devido ao tempo que levaria com o deslocamento até um consultório.
Existe plataforma e todo um aparato para que os atendimentos sejam realizados.
É feito contrato com o paciente, para um respaldo de ambos, paciente e profissional.
Em caso de dúvida entre em contato, busque informções sobre o assunto.
Psicóloga Valéria Valente
CRP 06/57727
Contato (15) 99116-4962
quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
Terapia
Olá pessoal!
Que bom tê-los aqui, hoje vou falar sobre a Terapia!
O que você acha sobre Terapia?
Já ouvi muitas pessoas dizerem que a terapia é para "loucos", e o que é ser "louco"?
Sinceramente eu hei de concordar, que a terapia é para loucos, só que loucos para se encontrarem, loucos para mergulharem no mais profundo de si, loucos pela conexão consigo próprio e com algo maior.
É preciso ter coragem para se desnudar, para tirar os véus, olhar para si, olhar para sua criança interna, coragem para se perdoar, não somente por erros cometidos, mas por falta de sensatez em muitos momentos e até mesmo reconhecer a falta de coragem para seguir em frente.
É necessário muita coragem para passar pela dor, pois somente assim se cura as feridas.
Quantas pessoas vivem momentos angustiantes, sem saber ou entender o que de fato sentem.
A terapia é uma conexão de você com o seu interior, é você com você mesmo e com o mundo.
Fica a dica para uma reflexão!
Deixem os comentários de vocês, é muito importante!
Psicóloga Valéria Valente
CRP 06/57727
terça-feira, 20 de novembro de 2018
Ansiedade, saiba mais!
É comum as pessoas sentirem ansiedade diante de uma expectativa, alguma dúvida ou até mesmo situações que causam medo. É uma reação normal quando se aguarda o nascimento de um filho, uma cirurgia delicada, uma entrevista de emprego, um casamento, ou até mesmo uma prova. Nesses casos, a ansiedade favorece a adaptação para novas condições, e funciona como um sinal que prepara a pessoas para enfrentar o desafio.
Apesar de ser uma reação normal, quando em excesso está associada a angústia, muita preocupação, medo, insegurança, aflição e nervosismo.
A pessoa ansiosa sente-se apreensiva diante de fatos não concretizados, e tem um comportamento emocional inseguro com relação às atividades da vida pessoal.
Ansiedade significa ter medos irracionais, é um estado constante de preocupação, é ter o coração acelerado, as mãos suando, é ter insônia, é procrastinar pelo medo de fracassar, enfim, é o gatilho para um ataque de pânico.
Além do auxílio psicológico, faz-se necessário o acompanhamento medicamentoso com profissionais da área.
Valéria Valente Chartone
Psicóloga - CRP 57727
Valéria Valente Chartone
Psicóloga - CRP 57727
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
Psicologia para Trader
Você que é trader ou que deseja ser um, já se perguntou o porquê dessa escolha?
Talvez você esteja pensando:
- "Para ganhar mais dinheiro, é claro!"
- "Ter liberdade para trabalhar!"
- "Ter qualidade de vida!"
Sim! Estes pensamentos não estão errados, mas ser trader implica muito mais que isso.
Ser trader não significa apenas ganhar, pois é um profissional de renda variável, e os resultados negativos também existem, e para lidar com eles é necessário ter equilíbrio emocional.
Quantas vezes você não chegou ao resultado esperado?
E como você se sentiu não tendo alcançado aquele ponto que você esperava, e que acreditava estar correto em sua análise, por menor que fosse?
Muitas perdas nem sempre são facilmente reparáveis ou contornáveis.
E quantas vezes você alcançou sua meta programada e, ao invés de parar, você continuou querendo mais e acabou tendo resultado negativo no final, devido a ganância de querer mais?
A ansiedade é outro fator que pode atrapalhar na hora do desempenho, dificultando a concentração, não permitindo que se espere o momento ideal para cada operação desejada.
Ter equilíbrio emocional para trabalhar como trader é fundamental para construir uma carreira sólida, pois é preciso saber administrar tanto os resultados positivos, quanto os negativos, e não estou falando de valores, pois nem sempre o que se ganha ou se perde é tão alto, mas mesmo assim pode trazer instabilidade emocional caso a pessoa tenha dificuldade para lidar com a situação.
Ter acompanhamento psicológico nesses casos, é muito importante para reconhecer seus próprios limites.
Valéria Valente Chartone
Psicóloga - CRP 06/57727
terça-feira, 16 de outubro de 2018
A Dieta da Mente
Você deve conhecer pessoas que já fizeram ou fazem inúmeras dietas, ou até mesmo você já fez alguma dieta.
Sabemos que em determinados momentos muitas pessoas conseguem emagrecer com acompanhamento nutricional, ou até mesmo por esforço próprio, e depois de um tempo voltam a engordar, é o que chamamos popularmente "efeito sanfona".
Você já parou para pensar que o estado emocional interfere diretamente no emagrecimento? Ou até mesmo no contrário, no engordar?
Pois bem, de nada adiante as pessoas tentarem fazer dietas mirabolantes, se emocionalmente elas não estiverem bem para aquela situação. Como a pessoa se vê interfere em seu corpo, sua imagem corporal fala muito.
Ter um acompanhamento psicológico para tentar entender o que ela está querendo com o emagrecimento é fundamental, pois emagrecer não é somente eliminar peso, é muito mais que isso.
Pense nisso!
Valéria Valente Chartone
Psicóloga - CRP 57727
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
Setembro Amarelo
Muito tem se ouvido falar sobre o "Setembro Amarelo", sobre a prevenção do suicídio.
Mas o que leva alguém a cometer esse ato? O que acontece na vida de uma pessoa que a faz chegar a esse ponto? O que leva uma pessoa a desistir?
Existem sim fatos que levam as pessoas a tirar a própria vida, mas antes de chegar ao ato em si, já existe um processo de morte, de destruição interna.
Morre aos poucos aquela pessoa que está num relacionamento destrutivo, do qual não consegue sair, seja por não ter forças emocionais, ou até mesmo por vergonha, por estar vivendo uma situação que não planejou. Morre aos poucos o dependente químico, que não conseguiu pedir ajuda. Morre aos poucos a família de um dependente químico. Não estou dizendo que as pessoas que passam por isso buscam o suicídio como meio de se livrar da situação na qual se encontra, mas são fatores que precisam de atenção, de apoio emocional, para aliviar a carga que carregam.
Poderia falar sobre inúmeras situações que abalam as pessoas e que se não houver um suporte adequado, são capazes de atentar sobre a própria vida, tamanho é o sofrimento.
É importante entender que em algum momento a pessoa pede ajuda, não necessariamente verbalizando, mas em suas atitudes, demonstrando seus sentimentos e seu sofrimento.
É preciso ter um olhar diferenciado, acolhedor, pois somente com ajuda profissional a pessoa terá condições de entender suas dificuldades e limitações.
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Dependência Emocional
Quando falo em dependência, além da conhecida dependência química, pois é a esse assunto que remete, também existem outros tipos de dependências, e algumas pessoas me perguntaram sobre essa questão, então achei pertinente falar um pouco sobre isso.
Para começar vou colocar uma pergunta: "- Você depende de algo?"
Na verdade, todos nós temos dependência em alguma situação, ou sentimento, e nem sempre a dependência é algo nocivo, ou que nos prejudique, mas como podemos saber se a dependência é destrutiva?
Quero falar sobre dependência emocional, e muitas pessoas não percebem ou não aceitam que vivem uma dependência emocional. Não quero dizer que não podemos nos relacionarmos, mas de uma forma saudável.
Precisar demais das pessoas pode causar problemas, pois isso deriva de uma insegurança emocional. Uma pessoa insegura necessita o tempo todo de aprovação, seja em qualquer aspecto, principalmente no relacionamento.
Quando se precisa muito das pessoas, e acredita-se que não é merecedor de amor, atenção, e que as pessoas nunca estarão presentes, pode se tornar numa crença profundamente arraigada.
A dependência emocional também pode causar problemas em relacionamentos que merecem ser preservados. Pode sufocar a si próprio e asfixiar ou até mesmo afastar o outro.
Necessidade demais afasta outras pessoas, cria-se uma dependência da aprovação do outro para estabelecer a própria identidade.
Valéria Valente Chartone
Psicóloga - 57727
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
A família que sofre
Hoje gostaria de falar um pouco sobre a importância da Terapia. Você já parou para pensar que não é somente o adicto que precisa de tratamento?
As pessoas que convivem com um dependente químico, ou alcoolista, sejam elas, pais, esposa, filhos, irmãos, também precisam buscar ajuda, e quando digo ajuda, é de alguém especializado, um psicólogo (a) que possa orientar na forma correta.
Uma vez ouvi um pai dizendo que não aceitava buscar ajuda, pois não era ele quem havia usado drogas, e o único que precisava se tratar era o filho dependente químico. Será mesmo? Quais seriam os motivos dessa dependência do filho? Será que o pai não era responsável por nada? Digo aqui responsável, não culpado.
As pessoas que convivem com um adicto, adoecem também e necessitam buscar ajuda, mas não para tratar a dependência do outro, mas para tratar a sua co-dependência.
A mãe ou pai que criou expectativas em cima do filho, e que não ocorreram devido ao uso de substâncias psicoativas; a esposa que sonhou com um casamento perfeito e se frustrou ao longo do tempo devido ao alcoolismo do marido. Os filhos que desejavam ter um pai mais presente e sofrem com uma grande carência afetiva.
Enfim, é possível enumerar muitas questões que podem vir a tona a qualquer momento, e o mais importante, é o familiar estar sendo cuidado, independente do adicto querer ou não tratamento, a família pode e deve buscar ajuda para si.
Valéria Valente Chartone
Psicóloga - 57727
terça-feira, 21 de agosto de 2018
A Família doente
A Família doente
Existe uma crença em torno do tratamento da dependência química de que quando o adicto está em tratamento, ou aceita se tratar, todos os problemas familiares serão resolvidos.
Este pensamento se dá pela família voltar todas as suas expectativas para o adicto, sem olhar para suas próprias dificuldades.
A família também precisa de apoio, tanto com terapia, como em grupos de auto-ajuda.
É muito comum um adicto, após sair de uma internação, não conseguir se manter abstêmio, por não ter o apoio adequado, seja dos pais, da esposa (marido) ou filhos.
Não importa qual a droga de preferência, o tratamento é o mesmo, pois tratamos a doença.
A família precisa entender que o problema não está simplesmente no uso, claro, este traz muitas consequências, mas o comportamento precisa ter mudanças também.
Em muitos casos, o adicto é o "bode expiatório" do núcleo familiar. A família precisa viver aquela situação para não olhar para os próprios problemas.
Para muitas famílias é necessário manter aquela situação por medo das mudanças, medo das atitudes que precisa tomar diante da sua própria vida, independente da adicção existente.
Ter coragem não é deixar de ter medo, mas é aprender a ter o controle sobre ele.
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
Terceiro Passo
Terceiro Passo
Pode parecer chavão, mas nunca é demais relembrar os Passos, pois eles são uma ferramenta muito importante no processo de recuperação.
O Terceiro Passo fala de entrega, decisão, deixar a vida aos cuidados de um Poder Superior, da forma como o compreendemos.
É através da boa vontade e da ação que se pratica esse passo.
Quando falamos em tomar uma decisão, para muitos pode ser assustador, pois para o adicto pode ser algo que ele não faz a muito tempo. A adicção sempre tomou a decisão por ele, porque para a maioria era muito difícil a responsabilidade na resolução de qualquer questão.
Ao mesmo tempo que o adicto tenta ter coragem para tomar decisões, está permitindo que algo ou alguém cuide dele, esta talvez seja a decisão mais importante, que é a de entregar suas vontades.
Tomar decisões não é somente decidir, mas também colocar em prática aquilo que foi decidido, a ação é muito importante.
Não se deve confundir tomada de decisão, com vontade própria, pois esta pode levar o adicto novamente ao auto engano, por acreditar que deve tomar as decisões segundo a sua vontade, e deixar de ouvir e analisar qualquer consideração diferente daquilo que se quer.
A entrega na tomada de decisões é fundamental para continuar no caminho da abstinência.
Segundo Passo
Segundo Passo
Quando um adicto aceita sua impotência perante a adicção e reconhece que havia perdido o controle de sua vida, isso traz um grande vazio, do qual o adicto acredita não terá mais fim, devido ao fundo do poço encontrado.
O segundo passo chega para mostrar que há uma luz no fim do túnel, que um poder superior poderá devolver a sanidade até então perdida.
É importante deixar claro que, o segundo passo e os demais, não tem ligação com religiosidade, nenhum adicto necessita estar ligado a uma religião para praticar os Doze Passos. Falar em Poder Superior não é falar de religião.
O segundo passo traz a tona a questão da Sanidade. Durante muito tempo o adicto viveu de uma maneira insana, ou seja, teve as mesmas condutas tentando obter resultados diferentes. Uma característica muito forte no adicto, é cometer o mesmo erro diversas vezes, mesmo sabendo que o resultado será o mesmo, não se importa com as consequências, acredita que a satisfação imediata, de alguma maneira, vale o preço.
Cada pessoa tem uma história de vida, tem as suas experiências, dessa forma, cada um vai conceber o Poder da forma que o entender. O mais importante é o adicto acreditar que funciona, e que existe um Poder Superior maior que ele.Um ponto importante, é o adicto não permitir que a adicção continue controlando sua vida,
É necessário ter maturidade, e acreditar que é possível fazer escolhas.
É necessário ter maturidade, e acreditar que é possível fazer escolhas.
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Primeiro Passo
Primeiro Passo
Quando falamos em tratamento para a dependência química, logo relacionamos com os Doze Passos do NA/AA. Mas falar em Doze Passos é fácil, pois o difícil é coloca-lo em prática.
Na minha prática em Comunidades Terapêuticas, percebo que muitos internos sabem muito sobre os Doze Passos, mas não conseguem vivenciá-los.
Para tanto, vou falar um pouco sobre o Primeiro Passo, que convenhamos, é o mais importante deles, pois enquanto não se admite a impotência perante a adicção, e que a vida se tornou incontrolável, não é possível seguir adiante.
O dependente químico precisa entender o que a "doença adicção' representa para ele, pois não é a droga que o torna um adicto, e sim a doença, sendo a adicção uma doença.
A maior dificuldade para enfrentar e aceitar o Primeiro Passo é a Negação. O adicto não aceita que tem uma doença, e que precisa de ajuda. Coloca nos outros todas as suas dificuldades, se compara com outros adictos, minimizando seu uso e as consequências do mesmo. Acredita ter o controle do uso.
Mesmo o adicto que está internado não quer dizer que está em tratamento, pois se não houve ainda uma rendição, está apenas adiando mais sofrimento.
Se ainda houver reservas, ou seja, pensar que após o tratamento pode continuar o uso controlado, e mesmo assim não ter prejuízos, ainda não houve aceitação para mudanças.
Enquanto não houver o "fundo do poço", que seria perder amigos, relacionamento, emprego, e tudo parecer perdido, pois é aí que se encontra o princípio para uma recuperação, é necessário passar pela dor, pois ela é a mola propulsora para a recuperação.
No Primeiro Passo é necessário aceitar que se é impotente perante a adicção, e que a vida se tornou incontrolável.
Existe quatro princípios básicos para a recuperação, sendo eles: Humildade, Honestidade, Mente Aberta e Boa Vontade.
Somente após aceitar que é necessário uma nova maneira de viver, e reconhecer os resultados de uma velha maneira, é possível seguir em frente, e assim preencher com os passos seguintes o vazio que sente.
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Dependência química - "A doença do ainda".
Muitas pessoas quando ouvem falar num usuário de drogas, acreditam que esta pessoa esteja desempregada, perambulando pelas ruas suja, magra, sem destino, já não tenha mais família... tudo de ruim é imaginado. Mas não é bem assim, um dependente químico, ou alcoolista, na maior parte das vezes tem casa, família, trabalho, e usa drogas ou bebe. É claro que existem muitos que já perderam tudo sim!
Essa pessoa acredita que, pelo fato dela trabalhar, pagar as contas de casa, pode beber o quanto quiser e até mesmo usar droga de uma forma controlada, claro, a ilusão é de que sempre se está no controle.
Esse é o discurso de muitos adictos, que minimizam sua doença, dizendo que trabalham, que nunca roubaram, não trocaram objetos de sua casa, mas o fato do dependente nunca ter feito isso, ou melhor, ainda não ter feito isso, não ameniza a doença.
Quando um adicto passa por um processo de tratamento, e logo depois recai, não importa o tempo que este permaneceu em abstinência (dias, meses ou anos), o retorno é de onde parou. Costumo dar o exemplo da vela, que uma vez acessa, nunca mais fica inteira, assim é a dependência, quando o adicto recai, ele volta de onde parou.
A recaída é sempre pior, e cada vez mais progressiva, e aquela pessoa que, até então, não havia gastado todo seu salário com droga, acaba por fazer;quem não havia roubado dentro de casa, ou trocado seus pertences ou da família, passa a fazer.
O senso crítico deixa de existir e a pessoa passa a ter comportamentos que ainda não haviam sido vistos pela família, ou pelas pessoas que estão por perto.
Por isso dizemos, que a dependência é a doença do "ainda", porque quando se está em tratamento, muitos pacientes minimizam a doença dizendo que não cometeram nada grave, mas ainda não tiveram atitudes que os levassem para o fundo do poço, e as vezes, de uma maneira irreversível.
quinta-feira, 13 de abril de 2017
Culpa
A culpa é um sentimento que assola não somente o dependente químico, mas a família também carrega um sentimento de culpa muito forte pelo que está vivendo.
O dependente químico quando se encontra num processo de recuperação, e começa a reconhecer todos os comportamentos negativos que teve, passa a ter um sentimento de culpa intenso por enxergar o quanto machucou e magoou as pessoas que mais amava.
Já a família carrega um sentimento de culpa por se sentir impotente perante a situação, por não conseguir ajudar a pessoa que tanto ama e que não percebe que está se auto-destruindo.
Ambos precisam reconhecer a necessidade de ajuda, é preciso buscar tratamento especializado tanto para o dependente químico como para o familiar co-dependente, que sofre tanto quanto.
Somente um tratamento correto os ajudará a entender determinadas atitudes e trará a libertação desse sentimento.
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