O que dizer para um pai e uma mãe, quando estão no meio de um furação chamado dependência química? Quando um filho está envolvido e não aceita ajuda, acreditando que pode controlar a situação, sem se dar conta da destruição que está causando em sua volta?
Pois para essa situação vivenciada por tantos pais de dependentes químicos, damos o nome de co-dependência, que é a doença da família.
Volto a falar sobre o assunto devido a presenciar tantos pais que sofrem por acreditar, e tentar dar mais uma chance ao filho, na tentativa de darem mais uma chance a si próprios.
Pais que carregam culpas e por não saberem como lidar com elas, fazem tudo o que o filho dependente químico lhes pede, sendo permissivos, cometendo os mesmos erros, numa atitude insana, em acreditar que terão resultados diferentes.
E como profissional o que ouvimos: "Vou dar mais uma chance a ele, acredito que agora vai ser diferente, ele está prometendo que vai mudar".
Infelizmente o auto-engano de muitos pais, contribue para a maior destruição dos filhos.
A abstinência não deve ser baseada em promessas, o dependente químico quando aceita tratamento sabe que sua mudança será grande, e a manipulação deve deixar espaço para a honestidade.
A família é tão doente quanto o dependente químico, e precisa de ajuda tanto psicológica, como de um grupo de apoio. É necessário buscar uma ajuda paralela e em alguns casos, mesmo que o dependente não aceite ajuda, a família deve buscar para si, pois estando fortalecida, terá condições emocionais para dizer Não quando for preciso.
Psicologia, Equilíbrio Emocional, Relacionamento abusivo, Ciúmes, Ansiedade, Insegurança...
terça-feira, 28 de junho de 2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
O Rei Bebê
Costuma-se usar o termo "Rei Bebê" na dependência química para designar o adicto que carrega consigo muitas características infantis, características essas que contribuem para manter a dependência, e se o adicto não tiver consciência dessas atitudes e comportamentos, isso pode interferir seriamente em sua recuperação.
A base da rendição na recuperação é o reconhecimento da impotência, mas a aceitação deve ser total, para que ocorra de fato uma mudança. Muitos reconhecem sua impotência, mas não a aceitam, pela necessidade e imaturidade em se manterem no controle de tudo.
É necessário identificar e renunciar os traços infantis para que a doença seja dominada, pois a compulsividade do Rei Bebê pode acelerar a doença ou conduzir a uma recaída.
O Rei Bebê tenta fazer com que todas as suas necessidades sejam aceitas, o egocentrismo é uma característica muito marcante nesse comportamento, pois existe a necessidade clara de que tudo seja feito conforme sua vontade, o "mundo tem que girar ao redor do adicto".
Algumas características muito comuns na personalidade Rei Bebê:
- Apresentam dificuldades com figuras de autoridade;
- Buscam aprovação constante, tentando agir conforme o desejo do outro, e dessa forma, deixam de ter existência própria.
- Causam uma primeira boa impressão, são gentis, mas não conseguem se manter por muito tempo assim.
- Têm dificuldades para aceitarem que têm falhas e que podem errar.
- Dificilmente sentem-se satisfeitos.
- Frequentemente se sentem sós, mesmo estando com muitas pessoas ao seu redor.
- A culpa é sempre do outro, de tudo que acontece de ruim em sua vida.
- Tudo tem que ser conforme sua vontade, não aceita um NÃO.
- Potencializam todos os acontecimentos como sendo de vida ou de morte.
- Estão presos ao passado, e sentem muito medo do futuro, pois o futuro requer amadurecimento.
- Não conseguem fazer coisas novas, devido ao medo do insucesso e da rejeição.
- O Rei Bebê é obcecado por coisas materiais.
- Apresentam grande dificuldade para colocar em prática todos os seus projetos, pois costumam ter mania de grandiosidade.
- Acreditam que as regras são para os outros e não para eles.
- Escondem todos os seu sentimentos.
Frequentemente estão se comparando aos outros, com um grande sentimento de falta de valor próprio, e culpa, por isso se tornam tão egoísta e exigente.
A imaturidade é um reduto para o Rei Bebê, que faz com que este acredite que sempre tem razão, os outros é que estão errados. O controle e o domínio são necessários para o Rei Bebê sentir-se bem.
São capazes de criarem situações de crises e confusões por não conseguirem suportar as coisas ocorrendo bem demais.
O Rei bebê tem a auto-estima diminuída, fazendo com que sua vida seja frustrante, não consegue perceber que o inimigo está dentro de si próprio, e o uso de drogas liberta suas frustrações, raivas, ressentimentos, medos e repressões.
Sendo assim, o Rei Bebê, não consegue imaginar sua vida sem a substância química, pois é esta que o alivia de toda a pressão imposta por ele mesmo.
(Trechos extraídos do livro: "Rei Bebê - Tom Cunningham)
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Família x Internação
A Família e a Internação
Um grande dilema assola a questão da internação. Muitas famílias se sentem apavoradas somente em ouvir a palavra Internação.
O que acontece com um pai ou uma mãe, que não consegue nem pensar na possibilidade de internar seu filho que está num uso compulsivo da droga?
Medo de não ter o amor correspondido do filho, sentimento de culpa, insegurança, sentir-se fracassado perante a situação, acreditando que não conseguiu ajudar o filho sozinho.
Escrevo novamente sobre o assunto, por conversar com muitas pessoas que, ao invés de estarem ajudando, estão contribuindo para o "fundo do poço" de um ente querido.
Quando um familiar de um adicto é questionado sobre uma possível internação, o mesmo reage dizendo: -"não quero fazer nada contra a vontade dele"; ou então, - " ele tem que querer um tratamento", ainda, - "se ele quiser, faremos isso prontamente".
E aí eu pergunto: - "Será que ele (o adicto) quer estar numa biqueira usando droga? ou ele está lá por conta da dependência que se estabeleceu e não lhe resta outra alternativa que seja usar cada vez mais.
Na maioria das vezes o dependente químico não consegue sozinho decidir sobre uma possível internação, e ele está nesta situação por tentar fazer tudo do seu jeito, não consegue perceber que da maneira que sempre fez não está dando certo, e que é necessário a intervenção de alguém para que se rompa esse ciclo.
Acreditem, o sentimento de gratidão será muito maior pela ajuda oferecida, mesmo que não seja a ajuda que o dependente quer, mas é o que ele precisa naquele momento. A desintoxicação é necessária, para ele perceber seu processo auto destrutivo.
A família que sente medo ou insegurança de tomar um passo tão importante neste sentido, não tem consciência de que está contribuindo para que seu ente querido se afunde cada vez mais.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
O Papel da Família
A importância da família no tratamento
A família tem um papel fundamental no tratamento da dependência química, especialmente no momento da internação. Apesar de não ser fácil, pois vários sentimentos estão envolvidos nesta situação, tais como culpa, preconceito e impotência.
Os familiares são essenciais no processo de tratamento do adicto, e é natural que surjam dúvidas e insegurança em qualquer um dos membros.
Dessa forma, é necessário que aprendam a lidar com as situações estressantes, evitando críticas ou se tornando super protetores, fatores esses que contribuem para uma recaída. A família deve ter o equilíbrio, procurando não exigir mais do que o indivíduo pode realizar no momento, e ao mesmo tempo, não abandoná-lo, e sim permitir que haja participação na vida familiar.
Em todo o processo terapêutico é importante a presença da família, desde o início, quando o dependente nem sempre tem clareza da sua doença, até o término do tratamento, quando a família necessita de muita orientação para apoiar, ter menos apreensão e assim oferecer cuidados com melhor qualidade.
Esta relação familiar é a base para uma estrutura emocional do dependente químico, que se sente valorizado e mais confiante em sua recuperação.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Internação voluntária x involuntária
Quando falamos sobre a internação de um dependente químico passa pela nossa cabeça que essa pessoa precisa querer ajuda para poder ser internada. Na maior parte das vezes não é assim que funciona.
A internação voluntária é aquela em que o dependente deseja se tratar, muitas vezes até por uma pressão externa, seja familiar, social, mas ele naquele momento tem consciência que precisa de ajuda e pede essa ajuda para os que estão mais próximos e assim, busca uma internação.
Já a internação involuntária ou compulsória é aquela em que o dependente não aceita ajuda profissional, e não consegue perceber o mal que a droga está fazendo em sua vida, e na vida das pessoas que estão a sua volta, a pessoa já perdeu a noção de seus atos, não possui a consciência de que precisa de tratamento,então numa atitude a família utiliza meios legais como parte de uma lei de saúde mental para internar contra a vontade ou sob protestos, dessa forma, ocorre a internação involuntária, sem que essa pessoa queira, porque o dependente químico em nível grave não consegue manter relações familiares e profissionais estáveis e recusa qualquer tentativa de ajuda.
O adicto nem sempre tem consciência da sua necessidade de mudança, muitas vezes ele quer ajuda, mas do jeito dele, e não da maneira como precisa. O dependente químico é internado para desintoxicação e afastamento da situação de risco.
Cabe aos familiares decidirem qual o melhor caminho a ser percorrido para ajudar a pessoa que está precisando, seja oferecendo ajuda profissional de uma maneira onde haja aceitação do dependente, ou oferecer a ajuda necessária no momento, mesmo que não ocorra aceitação por parte do adicto.
A internação voluntária é aquela em que o dependente deseja se tratar, muitas vezes até por uma pressão externa, seja familiar, social, mas ele naquele momento tem consciência que precisa de ajuda e pede essa ajuda para os que estão mais próximos e assim, busca uma internação.
Já a internação involuntária ou compulsória é aquela em que o dependente não aceita ajuda profissional, e não consegue perceber o mal que a droga está fazendo em sua vida, e na vida das pessoas que estão a sua volta, a pessoa já perdeu a noção de seus atos, não possui a consciência de que precisa de tratamento,então numa atitude a família utiliza meios legais como parte de uma lei de saúde mental para internar contra a vontade ou sob protestos, dessa forma, ocorre a internação involuntária, sem que essa pessoa queira, porque o dependente químico em nível grave não consegue manter relações familiares e profissionais estáveis e recusa qualquer tentativa de ajuda.
O adicto nem sempre tem consciência da sua necessidade de mudança, muitas vezes ele quer ajuda, mas do jeito dele, e não da maneira como precisa. O dependente químico é internado para desintoxicação e afastamento da situação de risco.
Cabe aos familiares decidirem qual o melhor caminho a ser percorrido para ajudar a pessoa que está precisando, seja oferecendo ajuda profissional de uma maneira onde haja aceitação do dependente, ou oferecer a ajuda necessária no momento, mesmo que não ocorra aceitação por parte do adicto.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
A Co-dependência e seus Papéis
A Co-dependentes e seus papéis
Quando falamos em co-dependência, estamos falando das pessoas que tem uma proximidade maior com os
dependentes químicos, sejam familiares ou amigos, e que correm um sério risco de
também se tornarem adoecidos com o processo ativo da doença, mesmo sem fazerem
uso de substâncias químicas que alterem o seu humor. São os chamados
co-dependentes.
Essas pessoas acabam por desempenhar alguns papéis, que às vezes, sem
terem conhecimento, e na tentativa de ajudar, acabam por reforçar o uso da droga pelo dependente, como
também justificar para si mesmos a própria imutabilidade diante da situação e
da própria estrutura familiar doentia.
Para cada papel assumido por seus membros, existe uma expressão ou sentimentos
manifestos ou aparentes, sentimentos internos , ou ainda, algum mecanismo de compensação.
O principal papel assumido, desempenhado e mais evidente é o do próprio
dependente químico. Com o sentimento manifesto quase sempre de raiva, traz
consigo a vergonha e a culpa. Muitas vezes passa a ser o bode expiatório,
manifestando externamente revolta, mas carregando internamente vários ressentimentos, ou seja, sentimentos não resolvidos.
Existe também o papel do facilitador. Normalmente, mas, não
necessariamente, assumido pela mãe, pai, filhos ou cônjuge do dependente, ou
então por algum outro membro da família. Sem perceberem ou se darem conta da
situação, agem como facilitadores e reforçadores da dependência, na medida em
que ajudam o próprio dependente a “resolver” todas as desordens e consequências
que a doença acarreta. Às vezes, depois de passar noites fora de casa
se drogando compulsivamente, recebe do facilitador ao chegar, uma
superalimentação para compensar os dias em que não se cuidou e até mesmo um
tratamento adequado para a ressaca.
Tem o papel do herói que é aquele que manifesta competência durante todo o tempo do processo
ativo da doença, mas internamente sente-se culpado por não conseguir também
resolver o problema da dependência.
Podemos falar também do mascote que é aquele que sente muito medo da família se dissolver. Por isso,
torna-se o centro das atenções, como forma de compensar sua frustração. Geralmente, esse papel é adotado por uma criança, um filho ou um irmão menor. Mas também a criança pode adotar um outro papel que é o da criança perdida, onde manifesta insegurança, comportamento tímido, internamente esconde um sentimento de solidão. Não somente crianças, mas adolescentes também podem desenvolver esses papéis.
Esses papéis não são obrigatoriamente vividos por todos os membros de uma família onde se tem um dependente químico. Alguns podem até assumir vários desses papéis, aqui fica apenas uma explanação de algumas características que envolvem a co-dependência.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Cocaína e Crack
Algumas verdades para serem esclarecidas sobre a cocaína e o crack.
A diferença da cocaína em relação ao crack nada mais é do que a cocaína em pó, adicionada de água e
bicarbonato de sódio. Essa mistura é aquecida até a água evaporar, e o produto
final consiste de pedras de cocaína. O nome “crack” vem de uma palavra inglesa
que descreve o som produzido durante o processo de aquecimento da droga na hora
de fumar.
O crack surgiu nos EUA no final da década de 80 como uma forma de
cocaína que pode ser fumada. É impossível fumar a cocaína em pó, pois ela
desmancha e não vira fumaça.
Altas doses de cocaína ou crack podem produzir alguns tipos de
movimentos repetitivos (por exemplo, coçar o nariz compulsivamente, olhar de
lado etc.), irritabilidade intensa, violência, inquietação, medo excessivo, que
pode transformar-se na sensação de estar sendo perseguido (essa sensação pode
ser tão intensa a ponto de ser confundida com uma doença psiquiátrica muito
grave chamada esquizofrenia), e aumento da temperatura do corpo com febres de
mais de 39ºC. Podem ocorrer ainda convulsões semelhantes à epilepsia, e as
arritmias cardíacas (sensação de que o coração está batendo irregularmente) são
bastante comuns, sendo uma das causas mais frequentes de desconforto após o uso
da cocaína.
Quando os efeitos de intensa excitação ocorrem, eles podem ser seguidos
de depressão. O efeito rebote pode ocorrer mesmo com doses baixas de cocaína.
Afora os
efeitos já assinalados, podem ocorrer mudanças na personalidade dos usuários,
em especial nos que consomem a droga diariamente. Sentem-se pressionados a
consumir a droga e não se importam com o que deveriam estar fazendo; passam a
ficar com segredos, a faltar a compromissos e a mentir; começar a gastar
dinheiro muito mais do que antes e podem passar a vender objetos pessoais ou da
família para conseguir comprar a droga. Subsequentemente podem passar a roubar
e a assaltar para o mesmo fim.
É notável
que a diminuição do cuidado consigo mesmo e a perda dos valores morais e
sociais ocorrem muito mais rápido com os consumidores de crack, possivelmente
devido à capacidade de esta droga provocar dependência mais rapidamente.
O usuário
da cocaína sente que está no topo do mundo e que pode tudo, entretanto a sua
concentração e atenção diminuem. Se alguém, sob o efeito da cocaína, tentar ler
um livro ou precisar tomar decisões complexas, não conseguirá, pois a sua
capacidade de organizar as informações, memorizar e decidir estará
comprometida. Além disso, logo depois de o efeito da droga passar ele sentirá
mais ansiedade, cansaço e depressão do que antes do seu uso.
Em relação
ao prazer sexual, há o mito de que a cocaína, por ser uma droga estimulante,
aumenta o prazer sexual. Na verdade, nossa experiência comprova que a maior
parte dos usuários deixam de lado o sexo e se dedicam quase que exclusivamente
à busca do prazer momentâneo produzido pela droga. Muitos pacientes em
tratamento relatam que não mantêm relações sexuais há muito tempo.
No caso do
crack, em particular, a diminuição do convívio social leva a uma consequente
diminuição do interesse sexual.
A cocaína e
o crack produzem uma alteração geral no sistema nervoso, mas também provocam
alguns problemas mais específicos, como dor de cabeça, tremores, tonturas,
desmaios, visão embaçada, tinido no ouvido. Dois problemas merecem destaque
especial: os derrames (Acidentes Vasculares Cerebrais ou AVC) e as convulsões.
As
convulsões, ataques semelhantes aos que ocorrem nos epilépticos, são observadas
principalmente entre os usuários de crack.
Uma das
características mais marcantes da cocaína é sua capacidade de diminuir
sensivelmente o apetite e causar perda de peso no usuário. Se inicialmente a
perda de peso é até bem-vinda, progressivamente se transforma num grande
problema, pois a pessoa pode ficar dias e dias sem comer, o que a levará a
quadros de desnutrição, anemia e outros distúrbios metabólicos. Sem contar que
a perda de peso é sempre acompanhada de carência de vitaminas, principalmente
vitamina B6.
A morte por
problemas cardíacos é uma das principais causas de overdose, mais comum até que
as causas neurológicas.
Além das
causas fatais, o coração do usuário de cocaína trabalha mais do que o normal e
a diminuição do oxigênio pode levar a um quadro chamado de cardiomiopatia. A
cocaína também tem sido relacionada com uma intoxicação específica do músculo
cardíaco que diminuiria a função da parte esquerda do miocárdio. A miocardite
aguda é especialmente observada em usuários de crack. Paradas respiratórias
podem ocorrer como consequência da overdose de cocaína, independentemente da
via usada.
Os efeitos
indesejáveis do uso da cocaína e do crack não ocorrem somente com grande doses
ou quando a droga é usada por via endovenosa; mesmo doses pequenas usadas por
via nasal podem provocar as consequências já descritas. Além disso, usuários
que consomem cocaína há algum tempo não estão protegidos dessas complicações.
Isso porque a tolerância à droga varia muito de pessoa para pessoa; até a
sensibilidade de um indivíduo pode mudar ao longo do tempo, e uma dose
considerada “segura” pode tornar-se letal após alguns meses.
Portanto
podemos afirmar que não existe dose segura para os usuários de cocaína, o seu
uso sempre implicará um risco substancial para o saúde.
As pessoas estão
acostumadas a ouvir que o dia seguinte a um de uso intenso de álcool
constitui-se de uma série de sintomas físicos, conhecidos como ressaca. No
entanto, às vezes se surpreendem quando são alertadas sobre o dia seguinte
ao uso de cocaína.
Após passar o efeito da
droga, o cérebro não volta ao seu normal imediatamente. O dia seguinte ao uso
da cocaína constitui-se de depressão, desânimo, irritabilidade, insatisfação,
baixo poder de concentração, fome etc. E quanto mais cocaína for usada, maior
será a “ressaca” no dia seguinte. À medida que as “ressacas” ficam cada vez
mais frequentes, a pessoa tende a usar cocaína sem intervalos, procurando
aliviar esses sintomas negativos. É a partir daí que as chances de dependência
ficam cada vez maiores.
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